Exposição “Nós Combinamos de Não Morrer”, de Fessal, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro

O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (MHC), no Parque da Cidade, Gávea, recebe a exposição “Nós Combinamos de Não Morrer”, do artista plástico Fessal. Com obras entre desenhos, pinturas, vídeo e instalação, a mostra propõe uma provocação sobre como o ser humano se relaciona com o espaço que habita.

“A vida avança neste espaço orgânico e impermanente, entre incertezas e esperanças, a estrutura física e a memória coexistem em contínua regeneração. É uma espécie de contrato entre os organismos, não importa a crença, cultura ou lugar no mundo. É um acordo da existência, sabe-se lá com quem ou o que, tudo sempre se reconstrói e vai adiante. Assim, seguimos um combinado, e esse combinado é de não morrer.” FESSAL

A exposição traz fusões suaves entre figuras humanas e vegetação, criando um diálogo provocativo entre o indivíduo e o mundo ao seu redor. Longe de oferecer respostas prontas, as obras convidam o público a uma experiência reflexiva, despertando questionamentos sobre comportamento, consumo e a conexão com o meio ambiente.

Além da mostra principal, o projeto inclui um audiovisual que contextualiza a produção artística e uma programação paralela durante os três meses de exibição. Oficinas, rodas de conversa, intervenções artísticas e ações educativas irão envolver a comunidade local, os visitantes do museu e os frequentadores do Parque da Cidade, fortalecendo o diálogo entre arte, meio ambiente, política e cultura comunitária.

“Nós Combinamos de Não Morrer” reforça o compromisso com a arte contemporânea e a promoção da consciência socioambiental, ampliando o acesso do público a discussões relevantes para a cidade do Rio de Janeiro.

“Essa coisa de fazer o mundo acreditar” trás a arte das ruas e propõe um novo olhar sobre o agora Espaço Cultural Humberto Braga – TCE-RJ

A exposição “Essa coisa de fazer o mundo acreditar” do artista Fessal em cartaz no Espaço Cultural Humberto Braga – TCE-RJ com uma proposta provocadora: contrapõe a lógica tradicional da arte ao expor as obras originais nas ruas e suas reproduções em ambiente fechado. A mostra propõe uma experiência que mistura arte, mobilidade urbana, presença e tecnologia — convidando o público a repensar a forma como se conecta com o tempo e com a cidade.

Criada para ser vivida ao ar livre, a exposição insere obras em locais públicos e cotidianos — muros, paredes, ruas — normalmente à margem do que é considerado espaço artístico. As imagens são apresentadas em formato de lambe-lambe, em locais de tensão urbana, acessíveis a todos. Alguns dos pontos onde os lambes estarão colados incluem o Chafariz do Lagarto (ao lado), o cruzamento da Rua do Santana com Frei Caneca, a Rua Moncorvo Filho, e a esquina da Rua Sete de Setembro com a Avenida Rio Branco — criando um percurso visual que se integra ao fluxo urbano do centro da cidade.

Enquanto isso, as reproduções digitais dessas obras compõem a instalação dentro do espaço cultural. O gesto de inverter o valor da “obra original” propõe uma reflexão sobre o efêmero, o agora e a urgência da presença.

“O presente é a única realidade concreta. Se não é agora, então quando?” FESSAL

O público é convidado a percorrer um circuito artístico urbano, explorando as obras enquanto se movimenta pela cidade — seja de bicicleta, skate, patins, patinete, corrida ou caminhada. Em cada ponto, QR Codes permitem o acesso a uma plataforma online com informações sobre as obras, o artista e o propósito da mostra, promovendo uma conexão entre espaço físico e digital.

Além do Espaço Cultural Humberto Braga – TCE-RJ, a exposição se desdobra também na Ocupação Iború, que se torna mais um ponto de encontro do circuito. Lá, uma ação especial será realizada, ampliando os espaços de troca e vivência artística. Essa expansão reforça a proposta de uma mostra em movimento, conectada com diferentes territórios e realidades urbanas.

 

Fessal é artista visual, cenógrafo, produtor cultural e curador. Natural de Itaipava, Rio de Janeiro. Atualmente seu ateliê está em Santa Teresa no Rio de Janeiro. Formado pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage e também pelo professor Charles Watson com o Grupo de Estudos e a imersão de Procedência e Propriedade, participou como ouvinte nas aulas de Guilherme Bueno (UERJ) e Ligia Teresa Saramago (PUC-Rio). Na arte e na cenografia atua no Brasil e exterior. Tem trabalhos em acervos públicos e privados em coleções no Brasil, Europa e Estados Unidos.


Serviço: Exposição: “Nós Combinamos de Não Morrer”, de Fessal, com curadoria de Ananda Banhatto, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (MHC) – Parque da Cidade – Gávea, até 14 de setembro de 2025.

Serviço: Exposição “Essa coisa de fazer o mundo acreditar”, de Fessal, até 30 de setembro no Espaço Cultural Humberto Braga – TCE-RJ. Segunda à sexta: 9h às 18h. Ocupação Iború, Quarta a sexta: 14h às 22h, Sábados: 12h às 20h. Exposição gratuita e aberta ao público.

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